No dia 29de abril de 2012, a OASE de Desvio Blauth, 3º Distrito de Farroupilha/RS, comemorou 60 anos de fundação.

Houve um culto festivo seguido de almoço, apresentações artísticas e um saboroso café colonial, na parte da tarde.

Também fez parte da festividade o XI Encontro Municipal dos Clubes de Mães.

Na comemoração estiveram presentes outros grupos de OASE, bem como representação da OASE Sinodal.

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O lançamento do livro Histórias de Vida e Fé, que está sendo organizado pelo pastor e historiador Dr. Martin Dreher a pedido do Sínodo Nordeste Gaúcho, será um dos pontos altos do Dia Igreja 2012, que acontece no dia 3 de junho, em Igrejinha (RS), no parque da Oktoberfest. O trabalho está sendo finalizado e o pastor Martin conta um pouco sobre a publicação.

O que representa a publicação para os membros do Sínodo Nordeste Gaúcho? E para o próprio sínodo?

P. Martin:Antes de mais nada, o livro representa a preservação da memória. A fé cristã vive da memória, do testemunho dos que foram antes de nós, começando pelas cartas de Paulo e os Evangelhos. Em nosso contexto, a vida das comunidades depende do testemunho que vem até nós desde o tempo dos apóstolos, dizendo de nossa esperança por causa de Jesus.

Esse testemunho sempre foi vivenciado e experimentado em comunidades. A IECLB é uma igreja de comunidades. Isso se nota no Sínodo Nordeste Gaúcho. O livro fala do testemunho dessas comunidades. Para o sínodo, para os/as ministros/as, para as lideranças, o livro será um guia para auxiliar na compreensão da vida das comunidades e das paróquias, a partir do seu contexto histórico. Poderá servir, inclusive, como referencial para planos de ação missionária.

Como foi o processo de contribuição das comunidades e paróquias na confecção do livro?

P. Martin:A participação das comunidades e paróquias foi decisiva. As contribuições podem ser classificadas em dois grupos. O primeiro refere-se a dados históricos. Viu-se que algumas comunidades – poucas, felizmente – perderam sua memória e nada pôde ser resgatado. Isso é muito triste. Por outro lado, comunidades têm uma memória muito viva.

O segundo grupo de contribuições para o livro abrange testemunhos de vida e fé. Aqui há muita riqueza que diz respeito à vivência comunitária, de experiências de fé. Temos muita vida em nossas comunidades e muitas experiências que merecem ser compartilhadas.

Como se deu a elaboração do livro?

P. Martin:O livro foi preparado a mais mãos, com a contribuição de membros de comunidades e de ministros e ministras. É um processo mais trabalhoso, mas o resultado é mais rico. Além disso, busquei colocar no papel o que tinha em meus arquivos sobre cada uma das comunidades, as emancipações que aconteceram, dados sobre ministros/as, lideranças.

O livro vai ter capítulos sobre a participação de luteranos/as no povoamento do Brasil e do Rio Grande do Sul, em particular na área de localização do Sínodo Nordeste Gaúcho. Também busquei acentuar que a história sempre tem "esquecimentos": é preciso lembrar dos indígenas, dos africanos e dos Mucker, três temas que nos marcaram profundamente.

Algumas considerações sobre a iniciativa de confecção do livro?

P. Martin:Só posso ver como muito positivo. Sempre é bom lembrar, de novo e de novo, que, no geral, a memória é algo que se perde rapidamente. A IECLB existe há 190 anos, através de suas comunidades. Volta e meia leio afirmações como: "Pela primeira vez a IECLB....". Os que foram antes de nós já estavam aí e souberam viver o Evangelho. Não somos nós que o estamos inventando. Uma das formas de cumprir o 4º mandamento é preservando a memória e o testemunho de nossos pais. Isso se faz através da história.

Espero – e acredito – que o livro seja contribuição para uma Igreja de Jesus Cristo viva e atuante no Nordeste do Rio Grande do Sul.

 

Foto: Arquivo Jorev

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Os retornos positivos em relação ao primeiro Concerto da Solidariedade, promovido pela FLD e a Camerata Ivoti, ligada à Associação Pró-cultura e Arte (Ascarte) continuam chegando. Realizado no dia 30 de março, com um público de 160 pessoas, na Comunidade Evangélica de Confissão Luterana de Hamburgo Velho, em Novo Hamburgo (RS), o evento teve como objetivo sensibilizar a comunidade em geral para a questão da responsabilidade social e para a importância do apoio a projetos de associações comunitárias e de grupos sociais e diaconais, nas áreas de geração de trabalho e renda, juventude, soberania e segurança alimentar, agroecologia, entre outras. Com entrada franca, solicitou-se aos presentes uma doação voluntária, a ser destinada ao apoio a projetos, via Fundo de Projetos da FLD.

A Camerata Ivoti, que reúne crianças e adolescentes sob a regência do professor Irving Feldens, tem um trabalho reconhecido nacionalmente, realizado em conjunto com o Instituto de Educação Ivoti (IEI). “A dedicação e o amor à música reúnem o grupo em torno do aprimoramento técnico e artístico, mas também em torno do desenvolvimento de uma consciência crítica em relação à realidade cultural da região e do país”, disse o regente. “Por isso, ficamos muito contentes com esta parceria."

Bárbara Hartmann, de Portão (RS), esteve no evento com um grupo de amigos. “Está lindo. Gostamos muito de música, temos um grupo de canto, e por isso viemos.” O casal Thurmann – Marlo e Márcia Regina –, de Novo Hamburgo, trouxe o pequeno Arthur, de três meses, para assistir seu primeiro concerto. “Este tipo de evento deveria acontecer mais vezes. Sentimos falta de propostas como esta”, disse Marlo.

“A apresentação da Camerata Ivoti foi muito elogiada”, confirmou o pastor sinodal do Sínodo Nordeste Gaúcho (da IECLB), Altemir Labes, um dos animadores e apoiadores da proposta. “Como uma primeira iniciativa, minha avaliação é que tudo funcionou muito bem”.

Além do Sínodo Nordeste Gaúcho, foram parceiros na iniciativa o Sínodo Rio dos Sinos (da IECLB), a Comunidade de Hamburgo Velho e a Associação Beneficente Floresta Imperial (ABEFI). O apoio foi da Editora Sinodal e da Agência de Viagens Paralelo 30.

O concerto também marcou o aniversário de 180 anos da Comunidade de Hamburgo Velho. 

 

Fotos: Ita Kirsch

 

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A Presidência e os pastores sinodais da IECLB, reunidos em Curitiba (PR) entre os dias 13 e 16 de março de 2012, assinaram a declaração inter-religiosa em apoio à implementação do tratado que busca regular o comércio de armas no mundo. O documento – intitulado Declaração sobre a necessidade de um tratado forte e eficaz de comércio de armas – foi elaborado pelo Conselho Mundial de Igrejas (CMI) e quer organizar o apoio das igrejas para fortalecer a campanha pela adoção, por parte dos governos, do Tratado sobre o Comércio de Armas, o ATT (Arms Trade Treat)y, da Organização das Nações Unidas (ONU).

Marie Wangen Krahn, Professora na Faculdades EST, em São Leopoldo (RS), está representando a IECLB em um grupo formado por 12 pessoas de diferentes países, para coordenar a campanha do CMI em favor do ATT. O objetivo do grupo também é informar amplamente a sociedade sobre o comércio de armas e o que se deseja com tratado.

Convidada a subscrever a declaração inter-religiosa, a resposta positiva da IECLB foi fundamentada na sua Constituição – que determina que o mandato da IECLB, em obediência ao mandamento do Senhor, tem por fim e missão promover a paz, a justiça e o amor na sociedade (Constituição da IECLB, art. 3°, inciso III).

O Sínodo Nordeste Gaúcho também é signatário do tratado. De acordo com o pastor sinodal Altemir Labes,”se temos responsabilidade solidária e somos movidos pelo evangelho, é preciso apoiar e motivar o ATT”.

 

Sobre a declaração

A Declaração do CMI sobre a necessidade de um tratado forte e eficaz de comércio de armas, afirma que o uso ilegal e ilegítimo de armas facilita muitas formas de violência, intensifica os conflitos armados e prejudica o desenvolvimento social e econômico.

Em 2009, após anos de discussão, 153 governos, incluindo aqueles que mais comercializam armas, votaram nas Nações Unidas para negociar um instrumento juridicamente vinculativo, nos padrões internacionais comuns mais elevados possíveis, para a transferência de armas convencionais. Este Tratado de Comércio de Armas (ATT) será negociado em julho de 2012. Muitos governos têm tomado parte nos preparativos e, em julho de 2011, eles concordaram com um resumo das principais disposições a serem negociados em um futuro Tratado de Comércio de Armas, informa a Declaração.

Acredita-se que um tratado pode ajudar a reduzir a violência armada se melhorar o controle sobre toda a cadeia de fornecedores, exportadores, corretores, importadores, destinatários e usuários finais. As melhores regras multilaterais e nacionais existentes indicam que o comércio de armas pode ser reformado, reforça o documento, que alerta ”O comércio de armas suscita preocupações que tocam pontos centrais da fé cristã, incluindo a crença na santidade da vida, o mandamento de não matar e o preceito bíblico de amar os vizinhos. Nesse espírito, o Conselho Mundial de Igrejas tem apelado repetidamente às Igrejas para que promovam ações como o desenvolvimento de instituições que constroem a segurança e o bem-estar para todos, denunciando o militarismo e promovendo o desarmamento”.

Igrejas, membros de Igrejas e organizações relacionadas apoiam um tratado que acabará por salvar vidas e proteger as comunidades que as práticas comerciais atuais colocam em risco. A fim de reduzir a violência armada ilegal, tal tratado deve ser forte e eficaz. A ATT também deve servir para proteger as comunidades e salvar vidas, preconiza a Declaração do CMI.

Com a assinatura da Declaração, a IECLB se irmana a outras organizações na mobilização pelo apoio à existência de um tratado internacional que assegure a transparência, a responsabilidade e o controle do comércio de armas, coibindo o contrabando, o comércio ilícito e a venda de armamentos para regiões em que a população está mais vulnerável à violência.

 

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Comitê Executivo do Conselho Mundial de Igrejas, 14-17 de fevereiro de 2012, Bossey, Suíça

1. As Igrejas são testemunhas da violência armada, ajudam as pessoas afetadas por ela e compartilham o sofrimento que ela causa. Todo ano, milhões de vidas são despedaçadas ou perdidas devido à violência armada, cerca de dois terços delas em países aparentemente em paz. Parte da culpa deve ser atribuída a exportações, importações e transferências mal regulamentadas de armas. O uso ilegal e ilegítimo dessas armas facilita muitas formas de violência, intensifica os conflitos armados e prejudica o desenvolvimento social e econômico.

2. Após um século de progresso na ampliação das proteções internacionais legais aos indivíduos e aos povos, ainda não há tratado universal para controlar transações comerciais de armas convencionais. Uma legislação vinculativa é cada vez mais urgente, porque, numa era de gastos militares sem precedentes e de um crescente comércio internacional, armas mortais ainda mudam de mãos, com menos controle do que as remessas de eletrodomésticos.

3. Em 2009, após anos de discussão, 153 governos, incluindo aqueles que mais comerciam armas, votaram nas Nações Unidas para negociar um instrumento juridicamente vinculativo, nos padrões internacionais comuns mais elevados possíveis, para a transferência de armas convencionais. Este Tratado de Comércio de Armas (ATT) será negociado em julho de 2012. Muitos governos têm tomado parte nos preparativos e em julho de 2011 eles concordaram com um resumo das principais disposições a serem negociados em um futuro Tratado de Comércio de Armas. Um punhado de importantes negociadores envolvidos, no entanto, poderá obstruir a maioria dos governos e grupos da sociedade civil que desejam incrementar os resultados do processo do TCA (ATT) a partir de 2011. Há divergências sobre o que incluir no termo armas, quais as atividades que contam como comércio e que detalhes os fornecedores de armas e destinatários delas devem relatar. Fatores em jogo num nível mais profundo incluem o status internacional de Estados, os benefícios comerciais do comércio de armas e a influência militar no âmbito dos governos.

4. Um tratado para regular o comércio de armas deve versar sobre que armas trocam de mãos, como as armas trocam de mãos, de onde as armas vêm e onde elas vão parar. Um tratado pode ajudar a reduzir a violência armada se melhorar o controle sobre toda a cadeia de fornecedores, exportadores, corretores, importadores, destinatários e usuários finais. As melhores regras multilaterais e nacionais existentes indicam que o comércio de armas pode ser reformado.

5. Os governos soberanos e a indústria de armamentos são partes essenciais no desenvolvimento de um TCA (ATT). Ambos têm responsabilidades públicas com as populações que compartilham um destino comum dentro de um mundo cada vez mais interdependente. A ATT trata do comércio, mas o comércio de armas não é um negócio normal. A maioria dos Estados reconhece o fato mediante a imposição de controles nacionais. Da mesma forma, cada vez mais indústrias hoje estão assumindo a responsabilidade pelo impacto causado por seus produtos e a indústria de armas deve fazer o mesmo. Estados e fabricantes de armas devem reconhecer que a negociação do TCA apresenta uma oportunidade crítica para proteger um bem público global.

6. O comércio de armas suscita preocupações que tocam pontos centrais da fé cristã, incluindo a crença na santidade da vida, o mandamento de não matar e o preceito bíblico de amar os vizinhos. Nesse espírito, o Conselho Mundial de Igrejas tem apelado repetidamente às igrejas para que promovam ações como o desenvolvimento de instituições que constroem a segurança e o bem-estar para todos, denunciando o militarismo e promovendo o desarmamento. Em 1978, durante a Primeira Sessão Especial da ONU sobre Desarmamento, o CMI condenou a maneira como as vendas de armamentos e o fluxo de armas de países mais ricos alimentam os conflitos nos países mais pobres. No ano de 2001, a Comissão do CMI das Igrejas para Assuntos Internacionais conclamou aos governos, numa importante conferência da ONU sobre o comércio ilícito de armas de pequeno porte, a controlar as transferências de armamentos no contexto das e consistente com as obrigações dos Estados, incluindo a obrigação de não adquirir armas para outros fins além da autodefesa ou em níveis que extrapolam a autodefesa, para garantir o menor desvio possível de recursos para armamentos e a obrigação de proteger o bem-estar e os direitos dos seus cidadãos. Em 2005, o Comitê Executivo do CMI apelou aos governos para negociar um tratado abrangente e juridicamente vinculativo de transferência de armas e para assegurar que qualquer Tratado de Comércio de Armas defina critérios claros para o seu cumprimento e a sua verificação. As Igrejas-membros também foram instadas a defender e advogar a adoção de um Tratado de Comércio de Armas eficaz. Em 2011, o Comitê Central do CMI aprovou uma campanha ecumênica sobre o Tratado de Comércio de Armas.

7. Igrejas, membros de igrejas e organizações relacionadas apoiam um tratado que acabará por salvar vidas e proteger as comunidades que as práticas comerciais atuais colocam em risco. A fim de reduzir a violência armada ilegal, tal tratado deve ser forte e eficaz. Um ATT forte poderá ser aplicado a todas as categorias de armas convencionais. Ele também reforçará as obrigações existentes dos Estados de proteger a vida com base na lei internacional e em outras normas internacionais. Um ATT eficaz terá disposições relativas à prestação de contas, transparência, responsabilidade e aplicação que servem para proteger as comunidades, nações e regiões afetadas por transferências mal regulamentadas de armas.

8. As disposições do tratado de importância vital para o Conselho Mundial de Igrejas também são importantes para um amplo espectro de organizações da sociedade civil e de governos. As Igrejas partilham a convicção de que o tratado deve incluir as seguintes provisões focadas no humano. Os Estados devem ser legalmente obrigados a avaliar se existe um risco substancial de que uma transferência específica de armas será usada para facilitar violações graves do direito internacional dos direitos humanos e do direito humanitário internacional. O tratado deve exigir que os Estados neguem licença ou autorização onde houver risco substancial de que a transferência em questão prejudicará gravemente o desenvolvimento sustentável ou perpetuará um padrão de violência baseada no gênero. O tratado também deverá atender à necessidade de assistência aos sobreviventes da violência armada. A ATT deverá aplicar-se a todo o escopo de armas convencionais por causa da grande variedade de armas em uso hoje e a natureza fragmentada da indústria internacional de armas. O escopo do tratado também deverá ser flexível para permitir futuras revisões visando incluir novos armamentos.

9. O Conselho Mundial de Igrejas ratifica um tratado de comércio de armas como um instrumento jurídico que tem três tarefas complementares. Deve evitar as transferências de armas para países onde o governo representa uma ameaça ao seu próprio povo ou a outros Estados. Deve melhorar os controles comerciais para que o contrabando de armas e a venda no mercado negro sejam reduzidos ou interrompidos onde houver risco elevado de reexportação ou desvio para criminosos organizados ou grupos armados. A ATT também deve servir para proteger as comunidades e salvar vidas.

Portanto, reafirmando seu compromisso ecumênico e seu apoio à regulação robusta do comércio de armas, o Comitê Executivo do Conselho Mundial de Igrejas, reunido em Genebra, Suíça, nos dias 14-17 de fevereiro de 2012:

A. Elogia as Igrejas-membro do CMI e organizações afins que participam da Campanha Ecumênica para um Tratado forte e eficaz de Comércio de Armas.

B. Incentiva outras Igrejas-membro a aderir à campanha e colaborar com associações da sociedade civil e governos afins em defesa do tratado e convida os representantes das igrejas a assinar a Declaração Inter-Religiosa sobre o Tratado de Comércio de Armas dada pela Coalizão de Controle de Armas [Control Arms Coalition].

C. Enfatiza que o Tratado de Comércio de Armas deve cobrir todos os tipos de armas convencionais e seus componentes, incluindo armas de pequeno calibre, armas ligeiras, munições e peças, bem como equipamentos policiais e de segurança, e permitir que haja futuras revisões, de modo a incluir novas armas.

D. Incentiva os membros constituintes do CMI e suas redes a exortar os respectivos governos a adotar um tratado de comércio de armas no qual os Estados são legalmente obrigados a negar a transferência de armas quando há risco substancial de que a transferência: será usada para facilitar violações graves da lei internacional dos direitos humanos e do direito internacional humanitário; prejudicará gravemente as atividades relacionadas com o desenvolvimento sustentável ou perpetuará um padrão de violência armada baseada no gênero. Os Estados também devem abordar a necessidade de assistência aos sobreviventes.

E. Exorta os governos a assegurar que as disposições do tratado para implementação, cooperação, monitoramento e avaliação sirvam para ajudar todos os Estados Partes no cumprimento dos critérios do Tratado e na implementação dos requisitos.

F. Recomenda que o documento de síntese do processo preparatório do ATT de julho de 2011 seja a base para a negociação do Tratado de Comércio de Armas, com disposições mais rigorosas quanto à manutenção abrangente e obrigatória de registros e transparência, à assistência e cooperação internacional entre os Estados Partes e à ajuda aos sobreviventes.

G. Recomenda que, na negociação do Tratado de Comércio de Armas, as decisões importantes sejam tomadas mediante procedimentos da ONU, em que o consenso é atingido por grande maioria após deliberações abrangentes.

H. Insiste na participação de representantes de organizações da sociedade civil como observadores durante a Conferência sobre o Tratado de Comércio de Armas em julho de 2012 e em conferências posteriores sobre o tratado, mantendo a prática adotada durante a preparação da ATT ou expandindo-a.

I. Estende seu apoio às Nações Unidas e a outras instâncias multilaterais em seus esforços para reconhecer e tratar as desproporções entre gastos com armamentos e despesas com o desenvolvimento econômico e social.

 

Declaração inter-religiosa em apoio a um tratado sobre o comércio de armas

Todo ano, comunidades são divididas ou destruídas e milhões de pessoas são mortas, feridas, violentadas e forçadas a fugir de seus lares como consequência de guerras e da violência armada. A precária regulação do comércio internacional de armas e munições convencionais gera conflito, pobreza, violência de gênero e abusos dos direitos humanos. Tais injustiças constituem uma afronta à dignidade humana e à natureza sagrada da vida.

Enquanto os governos do mundo reúnem-se para negociar um Tratado sobre o Comércio de Armas internacional (Arms Trade Treaty – ATT), nós, líderes, comunidades, grupos e organizações religiosas, urgimos que negociem em boa fé um tratado efetivo que reduza o sofrimento humano causado pelo comércio irresponsável de armas.

Apesar de importantes, regulações existentes a nível nacional, sub-regional e regional são insuficientes para evitar transferências irresponsáveis de armas e munições entre países. Por isso é necessário um tratado internacional que determine normas obrigatórias para a transferência de armas. Um ATT forte estabelecerá e esclarecerá obrigações no âmbito do direito internacional, reduzindo o custo humano causado pela proliferação de todas as armas convencionais. Ademais, um ATT facilitará discernir entre o comércio legal e ilegal, elucidando quando uma transferência de armas deve ser proibida. Um tratado abrangente também ajudará fechar lacunas legais que facilitam o desvio de armas.

Em 2009, uma resolução da Assembleia Geral da ONU estabeleceu um processo para desenvolver o ATT em reuniões preparatórias em 2010 e 2011 e uma Conferência de Negociação em 2012 que deve produzir um “instrumento juridicamente vinculante com normas internacionais comuns mais elevadas possíveis para a transferência de armas convencionais”.

A Conferência em julho de 2012 aproxima-se rapidamente, e os líderes globais tem a responsabilidade moral de garantir que um tratado robusto seja negociado. No mínimo, o ATT deverá estabelecer que nenhuma transferência internacional de armas e munições possa ocorrer se houver risco substancial que o armamento será usado em graves violações do direito humanitário internacional ou do direito internacional dos direitos humanos, ou venha a minar a redução da pobreza e o desenvolvimento socioeconômico.

Como líderes, grupos e organizações religiosas, apoiamos fortemente os esforços por um ATT negociado. Conclamamos os Estados-membro das Nações Unidas a negociar e assegurar um ATT forte e efetivo que traga real impacto à vida das pessoas.

Levantamos nossa voz coletiva para clamar que todos os governos trabalhem conjuntamente para salvar vidas e findar o sofrimento humano causado pela transferência irresponsável de armas convencionais. Ademais, chamamos os governos a respeitar o imperativo humanitário que rege o processo, e a encontrar uma solução que leve todos os países adiante no caminho da paz e desenvolvimento.

Para todos os envolvidos, esta é uma oportunidade histórica de proteger a dignidade humana e salvar vidas.

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No último sábado, dia 14 de abril, na Comunidade Evangélica de Taquara, aconteceu mais um Seminário Sinodal de Lideranças. A manhã iniciou-se com a acolhida da Presidente do Sínodo, a sra Maria Elisabeth Augustin Collet e com a celebração feita pelo Pastor Sinodal Altemir Labes.

Para esse seminário foram apresentados dois painéis:

1° Painel – “O exercício da liderança na Igreja”. De forma dinâmica e com exemplos corriqueiros, o P. Sinodal Altemir Labes conseguiu usar uma linguagem de fácil compreensão para destacar a importância da atuação e do papel do(a) líder dentro de seu grupo, comunidade e paróquia.

2° Painel – “Tema (Comunidade Jovem – Igreja Viva)e Lema do ano (Antes que eu te formasse no ventre, te escolhi. Jeremias 1.5a)de 2012”. Com sua exposição, a Vice-Pastora Sinodal Tânia Cristina Weimer sensibilizou a plenária para a importância do(a) jovem e em seus valores para dentro dos “espaços” da igreja. Sendo assim, ela expos que é possível uma abertura ainda maior em nossos planejamentos e orçamentos para o investimento humano, financeiro e patrimonial no desenvolvimento do trabalho com jovens, tornando-nos assim uma Igreja ainda mais Viva.

Houve uma motivação por parte da diretoria do sínodo para que as lideranças abracem a campanha da missão e um convite especial da Paróquia Evangélica de Igrejinha para o Dia Sinodal da Igreja, com o tema Histórias de Vida e Fé, dia 03 de junho de 2012 no Parque da Octoberfest, em Igrejinha/RS.

Estiveram presentes 52 pessoas advindas das paróquias de Rolante, Taquara, Parobé, Nova Hartz, Igrejinha e Gramado. O dia e a programação para esse Seminário foram ótimos, ocasionando uma manhã produtiva. Ficamos aguardando o próximo.

 

Pa Gabrielly Ramlow Allende

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No dia 24 de março de 2012, nas dependências da Comunidade Evangélica de Confissão Luterana em Portão, realizou-se mais um encontro sinodal de orientadoras e orientadores do Culto Infantil. O encontro teve início com uma abertura e meditação, que ficaram a cargo da Catequista Edla Brinckmann e do Pastor Ari Käfer, ministros em Portão. Em seguida, a orientadora Hanni, de Portão, encenou a história de Lc 10.38-42 de maneira muito criativa e dinâmica, envolvendo os participantes na dramatização.

Também contamos com a animada presença de alguns integrantes do Grupo Anima, que de fato animaram o encontro com vários cantos. Em seguida, a Catequista Monika Maier expôs uma série de recursos criativos e inovadores a serem usados em narrativas bíblicas para as crianças do Culto Infantil. Num primeiro momento, ela motivou os/as participantes a trabalharem histórias bíblicas com areia, esclarecendo que este é um ótimo recurso para ajudar as crianças a expressarem seus sentimentos e a forma como entenderam a história contada. Além disso, objetos ajudam as crianças a fazerem associações e as crianças podem, desta forma, aprender brincando e construindo seu próprio cenário bíblico. Na parte da tarde, as orientadoras e orientadores aprenderam a confeccionar fantoches de dedo, a serem usados na narração de histórias.

Depois de um espaço para compartilhar trabalhos desenvolvidos nos grupos de Culto Infantil nas Comunidades, houve um tempo para trocar idéias e sugestões. O encontro encerrou com um momento de oração e bênção e também com um delicioso café.

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Com a expectativa de ter bons momentos de convivência e comunhão, os membros da IECLB em Veranópolis estão se organizando para participar do Dia da Igreja 2012. “Em uma das reuniões do presbitério pensamos em promover uma campanha para arrecadar parte do valor necessário para a locomoção até o local do encontro. Assim, confeccionamos o nosso ‘próprio ônibus’ e lançamos a ideia no culto”, contou a pastora Paula Naegele.

O pequeno ônibus de papel, feito com a ajuda das crianças, está colocado no templo, em uma mesinha junto aos hinários. Assim, todas as pessoas que chegam podem vê-lo, lembrando-se de ofertar. A campanha foi muito bem aceita e cada pessoa contribui de acordo com suas possibilidades.

Sobre o tema do Dia da Igreja 2012, Histórias de Vida e Fé, a pastora disse que o relato da comunidade já foi enviado. “A comunidade sentiu-se extremamente valorizada pela oportunidade de contar um pouco da sua caminhada e poder ter seu relato publicado em um livro.“

Já sobre a festa no dia 3 de junho em Igrejinha, a expectativa é grande. “As lembranças dos bons momentos dos anos anteriores, do culto, da música e da comunhão, motivam as pessoas para este novo encontro. É um momento para reencontrar amigos e conhecidos de outras paróquias, bem como para fazer novas amizades.”

Como recém iniciou o trabalho em Veranópolis, esta será a primeira vez que a pastora Paula participa no Dia da Igreja do Sínodo Nordeste Gaúcho. “Pelo que ouço falar sobre os anos anteriores, tenho certeza de que este também será um encontro especial. Sei que a equipe organizadora está se empenhando e se dedicando para que todos – crianças, jovens, adultos e idosos – sejam bem acolhidos!”

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Em Ivoti, ISEI, foi realizado o primeiro Seminário de Lideranças do Sínodo Nordeste Gaúcho, no sábado, dia 31 de março. Em 2012, decidiu-se por realizar este Seminário em três locais diferentes para facilitar a participação dos membros. Além deste de Ivoti, ainda serão realizados mais dois, sendo o próximo em Taquara no dia 14 de abril e em Montenegro no dia 21 de abril.

O tema destes encontros é: Exercício da liderança na Igreja, que foi apresentado pelo pastor sinodal Altemir Labes. O tema do ano da IECLB foi apresentado pela pastora Tânia Cristina Weimer, vice pastora sinodal.

Ainda houve espaço para comentar a Campanha de Missão Vai e Vem; o Projeto “Trabalho com jovens” e sobre o Dia da Igreja que será realizado em Igrejinha no dia 03 de junho próximo.

Deste primeiro encontro participaram membros de 15 paróquias do Sínodo e a avaliação foi muito positiva pelos participantes.

 

 

Ijoni Michaelsen 
 
 
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A celebração de Ordenação ao Ministério Pastoral da Ministra Daniela Lamb foi motivo de intensa gratidão e júbilo dos familiares e da Comunidade de Carlos Barbosa. Também um momento de importante significado dos Sínodos Nordeste Gaúcho, Planalto Rio-Grandense, Paróquias de Xingu e Martin Lutero em São Vendelino.

A celebração aconteceu no domingo à noite, 01 de abri. Como envolve muitos elementos, foi uma cerimônia longa, de uma beleza sóbria, comovente para nossa fé e nossa vida cristã, emocionando quantos a ela assistem: membros das comunidades, parentes e, principalmente, os pais da Pastora Daniela e a própria Autoridade Eclesial Ordenante, Pastora Vice-Presidente da IECLB Silvia Beatrice Genz.

Foram Assistentes da Ordenação a Pa. Maria Marilene Eckerleben de São Vendelino e o P. Alex Baumbach e Carlos Barbosa. Estiveram presentes vários Ministras do Sínodo Nordeste Gaúcho e Planalto Rio-Grandense. Também os Pastores Sinodais Altemir Labes, João Willig e a Vice-Pastora Sinodal Tânia Cristina Weimer acompanharam esse momento significativo para a IECLB.

Vieram caravanas de membros das várias Comunidades da Paróquia de São Vendelino, de Farroupilha e de Xingu (Paróquia essa onde a Pa. Daniela será instalada). Os Pais e demais familiares expressaram a alegria pelo esforço da filha que foi Ordenada. Em nome da Paróquia de Xingu, a Presidente Senhora Marli Fenner Lamb expressou a gratidão pelo Envio da Pastora Daniela e pelo zelo que a Pastora tem pelo trabalho pastoral. Houve palavras de estímulo das Ministras, do Prefeito Municipal de Carlos Barbosa, Senhor Fernando Xavier da Silva e do Presidente da Paróquia Martin Lutero de São Vendelino.

 

http://sinodoplanalto.blogspot.com.br/2012/04/gratidao-e-jubilo-pela-ordenacao-ao.html

 

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