O reformador Martin Lutero cresceu cercado de música. Cantou num coral infantil que acompanhava a missa. Participou no seu tempo de estudos de teologia em diversos corais. Quando ainda era monge, Lutero conheceu o canto gregoriano. Tocava dois instrumentos musicais, flauta transversa e alaúde, uma "espécie de violão" da época.  A partir das melodias que compôs, muitos estudiosos sugerem que ele fosse tenor. Justamente por isso que quando vamos cantar seus hinos, alguns se tornam difíceis de acompanhar. Vamos ver isso quando cantamos “Eu venho a vós dos altos céus”, um conhecido hino de Natal que foi escrito em 1539, que exige que se cante notas mais agudas que o comum.
 
 
Afirma-se ainda que durante toda a sua vida Martin Lutero teria composto 137 hinos. Infelizmente, conhecemos apenas alguns. Seus hinos eram uma "prédica completa". Um destes é o 155 do hinário oficial da IECLB "Hinos do Povo de Deus". Quando Lutero compôs “Cristãos alegres jubilai”, baseou-se nos textos bíblicos de Tito 3.3-7 e Filipenses 2.5-11.
 
Ali, Lutero nos chama para vermos a humildade do filho de Deus. Somos exortados a viver a unidade em Cristo. “Tenham entre vocês o mesmo modo de pensar que Cristo Jesus tinha". Somos convidados/as a abrir mão de coisas importantes em nossa vida e colocar isso a serviço de Deus. Através de Cristo Jesus fomos lavados por completo. Deus mostrou através de Cristo que é bondoso conosco, que perdoa todos nossos pecados, que tem compaixão de nós e assim nos faz nascer de novo, ter nova vida e promete vida eterna.
Através deste hino Lutero consegue nos mostrar como é grande o amor de Deus por todos nós, amor que compromete, amor que torna nossa vida mais leve, mais tranqüila e assim nos permite ver onde e como podemos repartir este amor que recebemos. Somos convidados/as a sonhar com o reino de Deus, olhar com esperança para Deus, livre de perigos e temores deste mundo.
Lutero afirmou diversas vezes: “Deixe Deus ser Deus”. Confiando nisso, vamos ter esperança e certeza que é Deus que nos conduz em todos os momentos da nossa vida.
 
Estamos nos aproximando do 1º Festival de Música do Sínodo Nordeste Gaúcho. Queremos nos encontrar para cantar, viver a fé e levar nossa mensagem através da música. Queremos criar novas canções e levá-las para serem cantadas em nossas comunidades.A Comunidade de Carlos Barbosa, bem como toda a Paróquia Evangélica de São Vendelino estão se preparando para nos receber no dia 27 de abril em Carlos Barbosa. Venha cantar e celebrar conosco!
 
Pastor Sinodal Altemir Labes
 
 
O que:I Festival Sinodal de Música, com o tema "Ser, participar e testemunhar"
Quando:no dia 27 de abril
Onde:na Comunidade Apóstolo Paulo, em Carlos Barbosa
Quem:Conselho Sinodal de Liturgia e Música e Paróquia Evangélica de Confissão Luterana Martim Lutero em São Vendelino. 
Mais informações:
·         Junto à sede do sínodo, pelo fone 51 3561 6848 ou pelo email sinodong@sinos.net.
·         Com o pastor Carlos Romeu Dege (51 3545 1652, email: carlosdege@gmail.com).
·         Com a catequista voluntária Monika Maier (51 3561 6848, email: monikamaierbr@yahoo.com.br)
·         Com o pastor Alex Lima Baumbach (54 3461 1890, email: alex.baumbach@terra.com.br).
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Eis um livro que vale a pena ser lido, compreendido e divulgado. A obra enfoca a trajetória de Jaime Wright, pastor presbiteriano brasileiro, a partir da sua busca pelo irmão, Paulo Stuart Wright, deputado cassado, sequestrado e morto durante o período do regime militar.
 
 
Aproximando-se de familiares de presos políticos, Jaime Wright participou do projeto Clamor, que defendeu perseguidos políticos no Brasil e em outros países da América Latina, com financiamento intermediado pelo Conselho Mundial de Igrejas. Ajudou a reunir os documentos que deram origem ao relatório Brasil - Nunca Mais, que revelou a extensão da repressão política no Brasil, cobrindo um período que vai de 1961 a 1979, identificando e denunciando os torturadores do regime militar, bem como desvelando as perseguições, os assassinatos, os desaparecimentos e as torturas; atos praticados nas delegacias, unidades militares e locais clandestinos mantidos pelo aparelho repressivo no Brasil.
 
Por isso, o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs no Brasil (CONIC) foi conversar com o autor Derval Dasilio  pastor da Igreja Presbiteriana Unida do Brasil (IPU)., uma das igrejas que integram o conselho. Confira:
 
1) Derval, o que te motivou a escrever esse livro?
 
A história social do protestantismo brasileiro é contada por ótimos especialistas, antropólogos e sociólogos da religião. Porém, dada à histórica abordagem individualista, particular, própria das nossas denominações, sempre se conta a história do protestantismo a partir de um ponto de vista defensivo, ou ufanista, como nas denominações não ecumênicas. No princípio, minha pesquisa, contaminado por esse bacilo sufocante, destaquei o papel de Jaime Wright como  divisor de águas no presbiterianismo... Muito pouco para um vulto de tal grandeza nos movimentos sociais e políticos nos últimos 40 anos da história nacional do protestantismo.
 
A história recente tem tributado e honrado personagens democráticos libertários, como Tancredo Neves, Ulisses Guimarães, Teotônio Vilela, Sobral Pinto, Oscar Niemeier, com biografias, documentários, canções, exposições, reportagens, referências literárias, bem merecidas. A história recente do Brasil foi construída a partir de vultos com tal grandeza. Por que o protestantismo, e o ecumenismo, ora iconoclasta, ora parcimonioso, hesita em destacar vultos importantes da sua história? Por que esse silêncio sobre seus heróis e expoentes  culturais? A infeliz história do protestantismo recente, no entanto, segundo conceito da sociedade contemporânea, tem dado importância aos pastores milionários do pentecostalismo mercadológico, das igrejas de negócios, dos comerciantes da fé. Prestidigitadores e charlatães interessam mais à mídia televisiva e à imprensa escrita que os religiosos mártires que lutam pela democracia e a liberdade, sob risco de morte. É assim no Brasil. 
 
2) Na sua opinião, qual a importância do livro para ampliar o debate do tema na sociedade brasileira?
 
Foi a pergunta que este autor fez a si mesmo. E decidi que o Brasil de hoje, os pesquisadores de sua história, os jovens estudantes em formação para servir à educação do país deveriam tomar conhecimento desse personagem, seus amigos, seus contatos, seus protetores e companheiros. Como D. Paulo Evaristo Arns, que o denominou – vejam!, um pastor presbiteriano –, "meu bispo para assuntos ecumênicos". O compromisso político e social do grande cristão que foi Jaime Wright precisaria ser destacado à altura dos grandes vultos construtores da história recente do Brasil. 
 
Acompanhei o empenho de Jacques Derrida na reconstrução nacional da África do Sul, diante dos cenários mundiais, onde as palavras "anistia e reconciliação" despontam inevitavelmente. Vejamos o Chile, depois de Pinochet, os traumas das tragédias em necessidade de reparação, pela reconciliação. Ali, a Comissão da Verdade e Reconciliação foi criada para esse fim, atuando dentro do governo. Porém, Desmond Tutu, bispo anglicano – segundo Derrida – buscando outro rumo, "cristianizou" todos os debates, na África do Sul. As questões "filosóficas" (ou teológicas) suscitaram reações. Mas o que é essa "cristianização"?, perguntava Derridá. E construiu uma esplêndida reflexão sobre o sentido do "perdão e reconciliação" à luz da teologia bíblica do perdão. Sem obscurecer a verdade. O perdão, para ser concedido, envolve ofendido e ofensor; credor e devedor.
 
A Comissão Nacional da Verdade ainda esboça ações para desenvolver seu trabalho, já encaminhando para setores eclesiásticos, por exemplo, as subcomissões estaduais. Ao que parece. Não vejo como desvincular o problema da discussão eclesiástica (Desmond Tutu?) sem reflexão teológica. O projeto "Brasil: Nunca Mais" é, em primeiro lugar, iniciativa ecumênica. Jaime Wright, guardião dos documentos recolhidos, microfilmados, levados clandestinamente para o exterior, é um religioso, um pastor do presbiterianismo ecumênico brasileiro e mundial. Outros pastores denominacionais, cristãos de diversas procedências, como D. Helder Câmara, D. Paulo Evaristo Arns, Pr. Phillip Potter (Secretário Geral do CMI no período do projeto BNM), Rev. Charles Roy Harper (chave das informações sobre o assunto, como mediador do CMI no Brasil, Chile, Nicarágua, Paraguai, Uruguai, Argentina, e nações da América Central), compõem o núcleo duro do grupo em torno do rev. Jaime Wright. 
 
Leonardo Boff, depondo para a realização do livro em questão (Jaime Wright - O Pastor dos Torturados), resume seu entendimento: "O objeto da Comissão da Verdade deve sim, tratar dos crimes e dos desaparecimentos. É sua tarefa precípua e estatutária. Mas não pode reduzir-se a estes fatos. Há o risco de os juízos serem pontuais e os casos derivarem numa casuística indesejada. É preciso analisar o contexto maior, que permite entender a lógica da violência estatal, e explicar a sistemática produção de vítimas. Mais ainda, deixa claro a perversidade que foi a banalização da suspeita, das denúncias, das espionagens e da criação de um ambiente de medo generalizado e desencorajador (de reações).
 
Cabe, a meu ver, à Comissão da Verdade, proceder a um trabalho complementar: depois de ter levantado os dados da violência do Estado e de suas vítimas, cumpre fazer um juízo ético-político sobre todo o período ditatorial que se prolongou por 21 anos (1964-1985). Por que tal tarefa é imprescindível e de grande relevância moral? Porque vítimas não são apenas os que sentiram em seus corpos a truculência dos agentes do Estado. Vítimas foram todos os cidadãos. Foi toda a nação.  Disse mais, Leonardo: – "Jaime Wright era movido por uma profunda fé. O caminho dele não era unicamente  a dimensão cívico-política. Era a partir da fé cristã, juntamente com D. Paulo Evaristo Arns, que eles iam aos ditadores, dizendo que eles eram opressores, e que estavam tratando mal a imagem de Deus, e o único caminho que temos de acesso a Deus é o ser humano. Quando violentamos e desfiguramos esse ser humano, perdemos a noção de Deus". Que mais poderia eu dizer, em pleno acordo com esse colega?
 
3) Quais foram suas maiores dificuldades ao escrever a obra?
 
Não tive dificuldades. Por que não dependi da rede virtual (extremamente ilusória, superficial, porque o pesquisador tem que ter habilidades de um hacker – que eu não tenho... nem quero ter – para conseguir alguma coisa substancial). Amigos, como Nilton Emmerick, Josué de Mello e Claude Labrunie, colocaram-me nas mãos documentos mínimos, em páginas, mas de importância grandiosa, permitiram-me interpretar a ação de Jaime Wright. Josué de Mello entregara-me, em 1999, poucos meses depois da morte de Jaime Wright, a responsabilidade de esboçar uma história da Igreja Presbiteriana Unida do Brasil. Atas pesquisadas, centenas de páginas lidas e resumidas na sede da igreja nacional, deram-me o esquema da obra a ser realizada. Sobre Jaime Wright. 
 
Nos últimos cinco anos passei a depurar o texto específico, cortando centenas de páginas e parágrafos, assuntos próprios da vida eclesiástica e particular do biografado. Jamais abordei assuntos familiares, assuntos da intimidade do biografado, de forma que as pesquisas sobre as ações ecumênicas, pastorais ou eclesiásticas, junto à sociedade brasileira, passaram a ocupar-me em primeiro lugar. E Jaime estava lá, sempre.
 
E então, em 2011, encontrei-me pessoalmente com o brasileiro Charles Roy Harper, no Rio de Janeiro. Viera da França, onde mora numa vila de poucos habitantes, próxima da Suíça, depois de ter trabalhado no CMI por cerca de 22 anos até à aposentadoria tranquila no Sul da França. Dali, retirou-se para nos atender no Brasil. Em duas horas de entrevista, e depois um almoço num agradável restaurante em Santa Tereza – lá estávamos Harper, eu e  Maria Lucia, minha esposa, o Rev. Takasi Simizo e o Rev. Luis Caetano Grecco, anglicanos ecumênicos – finalizei o texto principal dessa participação. Harper não dissera uma palavra sobre a repatriação do “Brasil: Nunca Mais” (viera de São Paulo depois de muito conversar sobre a repatriação do BNM com Marcelo Zelic, do Grupo Tortura Nunca Mais).
 
Mas foi a comunicação eficiente do CLAI, nos boletins diários da ALC Notícias, que me animou à definição. O projeto apoiaria a Comissão da Verdade, e, dentro das possibilidades, buscaria acentuar a participação do ecumenismo de resistência do qual Jaime Wright é ícone e referência. A Metanoia, uma editora independente, assumiu imediatamente a publicação da obra. Lea Carvalho, responsável pela mesma editora, não duvidou um instante sequer do valor histórico da obra, e assumiu os custos na totalidade. E aí estamos.
 
4) Por fim, por que você recomendaria esse livro ao leitor do nosso site?
 
O debate ecumênico sobre os fatos que cercam Jaime Wright, como temos colocado nas chamadas publicitárias, precisa ser estendido à juventude ecumênica católica e evangélica protestante. Com prioridade, uma vez que os jovens são intérpretes e protagonistas preferenciais desse século e suas ênfases. É preciso reconhecer a necessidade de participação concreta da juventude, nas cidades, nos municípios, nos estados, no país, nas  igrejas, nas escolas e nas universidades. Pastores, padres, líderes da Igreja, professores, educadores, necessitam de elementos para identificar as realidades e educar no sentido de novas definições de políticas públicas e nos sentidos para a comunhão fraterna, neste século.
 
Demandas relacionadas com o aproveitamento das vocações jovens, ao trabalho, à cultura, ao esporte, ao lazer, ao meio-ambiente sustentável, à segurança pública, à saúde. Demandas consequentes derivadas desses indicadores poderiam ser levadas à discussão objetiva. Para que haja a elaboração e efetivação de projetos que acompanham a expansão da economia; das redes virtuais predominantes, sem adotar os eufemismos que atenuam a dureza da exclusão e do abandono dos mais fracos, também chamados injustamente de improdutivos. A visibilidade da corrupção é facilitada e verificada nas redes sociais virtuais. Sim. Mas estas são em sua maioria denuncistas, catárticas, inoperantes. Não têm o efeito desejado de transformar a sociedade. Mas o nó a ser desatado é a transformação dessa sociedade.
 
Jaime Wright, homem cristão extraordinário, passou por um século agitado, “Era dos Extremos”, como o chamou o historiador Hobsbawn, e não pode ser esquecido em sua ética pessoal também rigorosa, movida pela indignação contra tempos violentos, e os absurdos cometidos contra a população sem poder de sobrevivência digna. Absurdos sempre retornando na história do mundo. Sempre presentes no intento comum dos autoritarismos políticos, onde o Mal é o parâmetro controlador da vida, tido equivocada ou intencionalmente como inevitável e irreversível. A fé cristã afirma o contrário. 
 
Jaime foi um pastor cujo alicerce espiritual era a esperança. É importante relacionar sua vida com a fé ecumênica - na busca da unidade da Igreja de Cristo –, que tanto amava. Principalmente, nas suas preferências bíblicas, o salmo que relata a história dos “marcados para morrer” (Salmo 23), inocentes condenados, oprimidos, vítimas da sociedade violenta, vingativa, excludente, acalentou todos os seus dias. Imaginemos pessoas fugindo da miséria e da violência brutal de nossos dias. Despertaríamos para o fato de que estamos num momento de extrema gravidade para a humanidade, o mundo dos pobres, dos desempregados, dos doentes, dos sem-lar, dos sem-hospitalidade, dos “exilados clandestinos”, dos sem assistência médica e previdenciária. A realidade fere as nossas vistas. Além das vítimas dos desequilíbrios ecológicos, acrescentados aos problemas das desigualdades, nos extremos, no alto e na base da sociedade brasileira. São agressões à consciência libertária. Recomendo esta leitura para quem vive a oração de todos os dias, buscando a justiça de Deus e a verdade: “Seja feita a Tua vontade...”.
 
Capa do livro: Divulgação
Foto do autor: Arquivo pessoal
 
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Em clima de alegria e gratidão a Deus, no dia 12 de fevereiro de 2013, celebramos as Bodas de Brilhante (70 anos de união conjugal) do querido casal Hugo Albino Muxfeldt e Frida Muxfeldt. A celebração aconteceu em sua residência, na localidade em Linha Pinheiro Machado, Brochier (RS). O casal foi abençoado por Deus com o filho Círio e as filhas Edla e Renate, além de netos e bisnetos. O lema bíblico compartilhado pelo pastor Charles Werlich foi: Na velhice, eles ainda produzem frutos; são sempre fortes e cheios de vida”(Sl 92.14).  Rogamos que Deus continue abençoando o casal e toda família Muxfeldt.
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Uma cerimônia ecumênica homenageou, nesta quinta-feira, dia 7, as vítimas do incêndio na Boate Kiss, em Santa Maria (RS), na madrugada do último dia 27. A celebração, feita a pedido da presidenta Dilma Rousseff, foi realizada na Catedral Metropolitana de Brasília e organizada pelo Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC), Catedral Metropolitana e Grupo Ecumênico de Brasília (GEB).
 
 
“Foi uma iniciativa da presidenta. Ela quis demonstrar que o coração dela também pulsa com a comunidade de Santa Maria”, disse a ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário.
 
Conduzida pelo arcebispo de Brasília, dom Sérgio da Rocha, a cerimônia reuniu líderes das igrejas católica, luterana, anglicana, presbiteriana e sirian-ortodoxa. Representantes de religiões não cristãs também participaram da homenagem. O CONIC esteve representado pela secretária geral Romi Bencke.
 
O número de mortos na tragédia até o momento é 238. Ainda há 65 pacientes hospitalizados, segundo a Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul. Desses, 18 ainda precisam de ventilação mecânica para respirar. Nas últimas 24 horas, dez pacientes receberam alta.
 
As vítimas foram lembradas durante toda a cerimônia. Em uma das homenagens, um grupo de jovens levou uma bandeira de Santa Maria e rosas vermelhas ao altar. “Estamos nos unindo com a dor da população de Santa Maria. É um sentimento de todo o Brasil. Precisamos transmitir a essas famílias a esperança da renovação”, disse o representante da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB), dom Maurício Andrade.
 
Dom Sérgio da Rocha disse que “Santa Maria se tornou o Brasil e o Brasil se tornou Santa Maria”, em nome da solidariedade às famílias que perderam os filhos no incêndio. “Sentimos profundamente a morte trágica de tantos jovens que nem chegamos a conhecer pessoalmente, mas sentimos esse momento unidos ao povo de Santa Maria, especialmente aos familiares. Nos unimos como se esses irmãos vivessem há muito tempo em nossa própria casa”.
 
Durante o sermão, o arcebispo disse que a dor pelas mortes em Santa Maria tem que ser traduzida em medidas concretas para evitar novas tragédias semelhantes.
 
Cerca de 300 pessoas acompanharam a cerimônia. Parlamentares e autoridades eram maioria, entre eles, os ministros da Saúde, Alexandre Padilha; da Defesa, Celso Amorim; dos Transportes, Paulo Sérgio Passos; das Comunicações, Paulo Bernardo; da Educação, Aloizio Mercadante; das Relações Exteriores, Antonio Patriota; do Trabalho, Brizola Neto; da Pesca, Marcelo Crivella; da Justiça, José Eduardo Cardozo; da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho; das Relações Institucionais, Ideli Salvatti; do Planejamento, Miriam Belchior; da Controladoria-Geral da União, Jorge Hage e  da Advocacia-Geral da União, Luiz Inácio Adams. O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, também acompanhou a celebração.
 
Leitura da Carta do CMI
Durante a celebração, Romi Bencke leu a correspondência enviada à presidenta Dilma pelo secretário geral do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), Rev. Dr. Olav Fykse Tveit.
 
 
 
 
Fonte: www.conic.org.br
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A Rede Ecumênica da Juventude (Reju) está disponibilizando a edição ampliada da publicação “O Espírito sopra onde quer...”, lançada em 2011, durante a Campanha Nacional contra a Intolerância Religiosa. “Além dos estudos bíblicos presentes na primeira edição, acrescentamos textos para diálogos em grupo, promovendo uma aproximação com a temática a partir de distintas perspectivas”, disse o facilitador nacional da organização, Daniel Souza.
 
 
Desde 2011, a Reju tem como principal atuação em incidência pública a Campanha contra a intolerância religiosa. A partir disso, procura desenvolver espaços de reflexão, parcerias e ações para a superação da intolerância religiosa e a convivência inter-religiosa, no horizonte da promoção dos direitos. “Buscando o empoderamento de nossas juventudes, nos envolvemos na releitura das tradições religiosas a partir de uma hermenêutica ecumênica e juvenil”, afirmou.
“Nos perguntamos: como temos lido os textos tidos como sagrados em nossa fé? Estas leituras favorecem as diversas maneiras de intolerância ou fermentam caminhadas de novidade e liberdade? Com estas questões, olhamos para o texto bíblico, para as memórias que temos de suas interpretações, para os novos significados e criações que geramos”, esclareceu Daniel.
O livro é construído em dois momentos. O primeiro deles, Textos para o diálogo, traz uma coletânea de cinco artigos que procuram abrir horizontes sobre a temática da intolerância religiosa. Já o segundo momento é composto de seis Estudos Bíblicos, também construídos por jovens de diferentes confissões religiosas, que procuram reler as tradições tidas como sagradas no cristianismo a partir das realidades de intolerância religiosa, propondo novos rumos de liberdade.
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Em 1979, Ano Internacional da Criança, a Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB) lançou a Campanha do Selo Postal. O plano era de coletar selos doados por pessoas ou firmas, a fim de serem oferecidos a colecionadores e comerciantes. Os resultados financeiros desta ação seriam distribuídos a entidades que se envolvem com menores no território nacional.
A ideia vingou e desde então IECLB-Selos tem conquistado uma reputação ímpar entre os círculos filatélicos da Grande Porto Alegre e além, auxiliando, desta forma, centenas de crianças Brasil afora.
 
 
Uma equipe de voluntários/as reúne-se periodicamente para examinar, classificar e preparar os selos para venda. Esta acontece de três maneiras: diretamente na residência do coordenador; por correspondência ao mesmo coordenador ou ainda em feiras realizadas periodicamente pela equipe.
Recebemos selos de diversas partes do mundo graças a uma multinacional alemã que divulgou nossa campanha em suas filiais em diversos continentes.
Além disso, somos ligados à Obra Gustavo Adolfo e, através desta, ao Gustav-Adolf-Werk na Alemanha, que nos ajuda a conseguir catálogos, classificadores e outros materiais necessários ao bom desempenho de nossas funções.
Apelamos a você a apoiar e divulgar este trabalho, pois doando ou adquirindo selos, você estará colaborando a minorar o sofrimento de crianças no Brasil.
Aquela coleção antiga, guardada no fundo do armário ou do baú, e que era do papai ou do vovô, é presa fácil de ferrugem e de traças. Antes que se desvalorize totalmente, doe-a para nós, onde será aproveitada para render valores reais em prol dos menores.
Há alguns anos e por insistentes pedidos de diversos clientes, incluímos também os cartões telefônicos nesta campanha!
 
Como fazer para doar selos ou cartões telefônicos
Pelo correio:
Dieter Fertsch
Caixa postal 06
Vera Cruz - RS
96880-000

ATENÇÃO: Não rasgue os selos do envelope. Recorte-os, deixando uma margem de alguns milímetros em todos os lados. Selos impressos no próprio envelope ou postal só têm valor quando a peça estiver inteira, ou seja, neste caso, não recorte o selo.
Como adquirir selos ou cartões telefônicos (ou obter informações)
Dirija-se, por telefone, carta ou e-mail, ao coordenador Dieter Fertsch (vide acima).
Fones: 51 3718 1360 ou 51 9676 3617      
Email: dfertsch@ig.com.br
Atendemos sua lista de faltas pelos catálogos Yvert-Tellier (francês) ou Michel (alemão) para selos estrangeiros, e pelo catálogo RHM para selos nacionais. Não esqueça de especificar se quer novos (mint) ou obliterados (carimbados) e, nos nacionais, se comemorativos ou regulares.
Estamos cobrando R$ 0,46 por Euro, 0,07 pelo franco francês e R$ 0,30 pelo Real do catálogo Brasil (RHM)
Para compra de selos, contatos também podem ser feitos através do site http://selosdobrasil.forumeiros.com/t1176-onde-comprar-selos
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“Jesus Cristo afirmou: Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e quem vive e crê em mim nunca morrerá.”
(João 11.25)
 
 
 
Irmãos e irmãs de caminhada!
 
Com o coração apertado escrevo a vocês sobre o falecimento da Pastora Margarete Emma Engelbrecht. A Pastora Margarete foi a primeira pastora Vice-Sinodal em nosso Sínodo Nordeste Gaúcho. Atualmente estava atuando na Paróquia de Niteroi - RJ. Faleceu na manhã desta quinta-feira no Hospital Moinhos de Vento em Porto Alegre.
 
Na segunda-feira à noite quando estivemos juntos em Canela, ela partilhou conosco do seu desejo em celebrar os seus 25 anos de ministério no dia 17 de fevereiro. Havia planejado fazer um bolo em forma de Talar. Perguntamos porque!? E ela respondeu: "vou servir um pedaço pra cada pessoa poder experimentar do meu ministério". Gosto e amor, muito amor e dedicação marcaram o ministério da Pastora Margarete. Ela nos lançava desafios que mexiam conosco e nos faziam pensar...
 
Iremos nos despedir dela na manhã desta sexta-feira, 08 de fevereiro às 9h.
O velório acontece no Templo da Comunidade de Canela e o sepultamento será no Cemitério Municipal de Canela. Gostaria de convidar ministros e ministras a trazerem sua veste litúrgica para o momento de despedida.
 
Intercedamos por João Elias e Luiza (filho e filha), Geni (mãe), Roberto (irmão), demais familiares, pela Comunidade de Niterói, por tantos órfãos e órfãs do seu carinho.
 
     
Altemir Labes
Pastor Sinodal
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Talvez você não pense muito a respeito, mas usar a Internet demanda responsabilidade e cuidado. Para lembrar disso, no dia 5 de fevereiro foi celebrado o Dia da Internet Segura no Brasil (Safer Internet Day), uma iniciativa que mobiliza mais de 70 países para promover o uso seguro e responsável da Internet. Este ano, o tema foi “Direitos e deveres on line”, buscando reforçar a importância de comportamentos responsáveis no ciberespaço.  
 
 
Uma das ações da SaferNet Brasil, responsável local pelas comemorações, foi o lançamento de um site exclusivo para adolescentes, com alertas e dicas para o uso seguro da web. Disponível no endereço http://netica.org.br/adolescentes, o portal interativo oferece noções de segurança e autocuidado, com pesquisas sobre hábitos de navegação, cartilhas divertidas, jogos, HQs, vídeos e quizzes.
Além do site, você pode encontrar a SaferNet Brasil no face, em http://www.facebook.com/SafernetBR
 
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Começa a contagem regressiva para a Olimpíada Sinodal da Juventude. As inscrições estão sendo feitas na sede do sínodo, por telefone – 51 3561 2905 – ou email – sinodong@sinos.net. O evento acontece nos dias 16 e 17 de fevereiro, em Ivoti (RS).O valor por participante será de R$ 40,00, o que inclui todas as refeições (dois cafés da manhã, dois almoços e uma janta), hospedagem, arbitragem, uso dos materiais esportivos e a inscrição.
A chegada e pagamento das inscrições estão previstos para o dia 16 de fevereiro de sorteio das chaves. O encerramento está previsto para o dia 17, às 16h.
 
 
As modalidades realizadas são:
·         Futsal – um time masculino e um feminino por JE.
·         Vôlei misto de quadra - uma equipe por JE, com no mínimo três meninas em quadra.
·         Tênis de mesa – duas vagas no masculino e no feminino por JE.
·         Xadrez – duas vagas por JE sem separação entre masculino e feminino.
·         Revezamento 4 x 100– uma equipe masculina e uma feminina por JE.
·         1500 metros– duas vagas no masculino e duas no feminino por Comunidade.
·         100 metros– duas vagas no masculino e duas no feminino por Comunidade.
·         400 metros – duas vagas no masculino e duas no feminino por JE.
·         Salto em distância - duas vagas no masculino e duas no feminino por JE.
·         Arremesso de peso - duas vagas no masculino e duas no feminino por JE.
·         Taco – uma dupla mista por JE.
 
A chegada e pagamento das inscrições estão previstos para o dia 16 de fevereiro de sorteio das chaves. O encerramento está previsto para o dia 17, às 16h.
 
O valor por participante será de R$ 40,00, o que inclui todas as refeições (dois cafés da manhã, dois almoços e uma janta), hospedagem, arbitragem, uso dos materiais esportivos e a inscrição.
 
Cada jovem incluído/a na lista de participantes poderá se inscrever em qualquer modalidade, sendo a inscrição dos atletas feita no início de cada modalidade. O jogador inscrito no início de cada modalidade individual não poderá ser substituído durante a olimpíada.
 
A lista com o nome dos jogadores deverá ser entregue até o início da modalidade e, na hora do jogo, o atleta deverá ter consigo sua carteira de identidade.
As três pessoas melhores classificadas em cada modalidade receberão medalhas, e haverá um Prêmio Especial para a melhor torcida.
 
Informações importantes:
·         Os e as participantes serão hospedados em salas de aula, distribuídas pelo Instituto de Educação Ivoti (IEI).
·         Quem puder deve trazer colchão ou colchonete, roupa de cama, travesseiro e cobertor.
·         Não será permitida a montagem de barracas.
·         As refeições serão servidas pelo Lar Padilha.
·         Não será permitido o uso de bebidas alcoólicas e nem de aparelhos sonoros (rádios etc).
·         Não esqueça o protetor solar. Algumas modalidades acontecem exclusivamente no sol!
Nos vemos lá!
 
 
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Na condição de Pastor Presidente, estendo o abraço solidário da IECLB – Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil às famílias, colegas, amigas e amigos das vítimas do trágico incêndio ocorrido em Santa Maria/RS na madrugada do 27 de janeiro de 2013.

 
Tantas vezes cantamos e oramos nos nossos cultos comunitários Kyrie eleison, expressão bíblica que eleva a Deus o clamor de indivíduos e grupos de pessoas que passam por situações de dor humanamente insuportável. Kyrie eleison: Senhor, tem compaixão! Com linguagem contextualizada, esse clamor foi traduzido na canção, que diz:
 
Pelas dores deste mundo, ó Senhor, imploramos piedade!
A um só tempo geme a criação.
Teus ouvidos se inclinem ao clamor dessa gente oprimida.
Apressa-te com tua salvação!
 
Acredito que, com relativa naturalidade, podemos admitir que nem sempre captamos a profundidade desse clamor expresso pelo Kyrie eleison, a não ser quando nós mesmos somos diretamente confrontados com tragédias. Diante do que ocorreu em Santa Maria na madrugada de ontem, creio que foi diferente: não somente familiares, pessoas amigas e colegas das vítimas do incêndio em Santa Maria estão abaladas. Pessoas próximas e desconhecidas das vítimas, cidadãos do Brasil e de outros países – todos e todas – estão atônitos, estarrecidos, comovidos. Enquanto comunidade cristã, clamamos e perguntamos: Senhor, tem compaixão! Senhor, por quê?
 
Ainda assim, em meio à dor e às lágrimas, manifestamos nossa palavra de solidariedade às famílias enlutadas e as encorajamos a confiar na presença consoladora e fortalecedora do Deus Criador que supera nosso entendimento e nossa dor. Com o apóstolo Paulo cremos: Porque se fomos unidos com Cristo na semelhança da sua morte, certamente o seremos também na semelhança da sua ressurreição (Romanos 6.5). Movidos pela fé no Cristo ressurreto, o eco do nosso clamor passa a conter acordes de esperança: 
 
Senhor, a tua paz bendita, irmanada com justiça abrace o mundo inteiro.
Tem compaixão! O teu poder sustente no caminho o teu povo.
Teu reino venha a nós!
Kyrie eleison!
 
Em solidariedade e fé,

Nestor Paulo Friedrich
Pastor Presidente
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